terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sogra Feminista



Amigas, este ano eu já perdi muita gente... amigas, conhecidos e até clientes. Gente que partiu deste mundo e vão me fazer muita falta...
Outras que mesmo por aqui já não compartilham mais das idéias e ideais que me movem e não me farão falta alguma. Pensando bem: fizeram-me foi um favor...
Faz parte...
Mas, tenho umas amigas que estão há muito tempo me ajudando a ser uma pessoa melhor. Umas de pouco tempo, outras de longa data; umas presentes, outras distantes, mas atentas a datas e situações.
Tenho até as amigas de primeiríssima hora: que sentem quando tô precisando de um alô... aquelas a quem dedico muitos de meus dias.
Tenho também amigas anônimas, mulheres que falam comigo sobre suas dores e vivências porque buscam apoio da profissional do direito.
Muitas delas se tornam companheiras de jornadas de luta e superação. Mulheres de ação e Reação que passam a ajudar outras mulheres.
Sim, elas são minhas amigas. Sim. Sabem que podem contar com apoio, atenção e calor humano.
Um pouco do que tenho e tive em minhas separações, angústias e transcendência e da advogada devotada e realizada que sou.

Agora mesmo, estou vivendo um momento pessoal muito engraçado. Mais um.
Gente que não sabe o que é feminismo e confundem com feminino.
Ser feminista é uma luta política pelo fortalecimento, independência social, profissional e emocional das mulheres. Todas elas, não somente de algumas.
Ainda conheço gente que se diz feminina e não feminista. E nesses momentos me pergunto: o que exatamente ser feminina?
É disto que as feministas falam: de romper com a lógica que estabeleceu o que é ser feminino e masculino. Os papéis sociais que nos impõe e ser doce, meiga e vítima.
O papel de traída e sofrida. Abandonada e chorosa. Carente e infeliz.
Como tenho filho e filha, vivi lutando contra aquela máximas das “femininas” que dizem que se existe o machismo e o sexismo foi culpa nossa, das mulheres que educamos os homens.
Ahrrrrrrr!!! Não dá para ouvir mais isto em silêncio depois de passar anos desconstruindo esses papéis preestabelecidos enquanto mantinha, criava educava e  minha prole.
Agora aos 50 anos, sou mais feminista que aos 30 e a cada dia que sou obrigada a exercer o papel de sogra tenho mais consciência disto.
Não dá para ser sogra e  vítima ao mesmo tempo. E também não dá para sogra sem ter sido mãe. Ser sogra é ser mãe, e vice e versa. Tudo ao mesmo tempo.. é a realidade que circunda o universo das feministas que como eu querem ser o  que são, sem as máscaras.
E não aceito o papel social  do ser “sogra”.
Então  me vejo e revejo nessa história toda sem querer me envolver demais... caso contrário vou acabar fazendo aqueles meus discursos chatérrimos sobre a música da Rita Lee...
Precisamos romper com a tremenda tendência que muitas vezes temos de desempenhar o tempo todo o papel de vítima... de menina pedindo apoio.
Porque a essas alturas do campeonato, para o meu olhar: ser mulher é comprometer-se com uma verdade que mesmo doendo, precisa ser dita. Muito bem dita.
Meu apoio incondicional as mulheres que reagem;  que como eu, aprenderam a não ser vítimas. Tome as rédeas e arque com as consequências... Vai doer. Dói. Mas, no final é muito bom saber que vencemos e superamos.
Para aquelas que gostam de pensar que os outros resolverão seus problemas, deixo minha solidariedade e respeito, lembrando que só quem pode resolvê-los, somos nós mesmas.
Com o apoio de amigas, colegas, parceiras, profissionais, grupos de mulheres ou sozinhas.
No final só você poderá se dizer, por mais que doa, no que acreditar. 
No meu aprendizado decidi: melhor que seja em mim mesma!
Asé.

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Desenvolvendo Projetos e Atividades pela Igualdade Racial

Nossas idéias, por mais diferentes e incríveis, merecem ser postas em prática e por isto, não desistimos de empreender e realizar, assim foi na AFROBÚZIOS e agora na COMUNIDADE AFROLAGOS, a primeira mídia étnica da Região dos Lagos, onde desenvolvemos através do facebook, do jornal impresso e do Programa de TV um projeto social de atenção a erradicação das desigualdades, buscando a tolerância e o respeito.
Projetos como Cores e Flores: Arte e Literatura afro-brasileira; Prêmio Rosa Negra; Caminhada pelo Respeito a Liberdade Religiosa e Formação da Rede de Religiosidade, são algumas das atividades que ajudamos a realizar. Desenvolvemos Palestras sobre Cidadania e Direitos Humanos, Formação de Lideranças Comunitárias e Religiosidade.
Entre em contato conosco através do email: margareferreirathadv@gmail.com